Copa de 1930 – Argentina vice-campeã





A 1ª edição da Copa do Mundo foi disputada em 1930. Idealizada pelo então Presidente da FIFA, o francês Jules Rimet, o torneio máximo do futebol foi disputado no Uruguai, em apenas 3 estádios localizados em Montevidéu: O Centenário, construído para a competição, o Parque Central e o Pocitos.
Não houve disputas de eliminatórias para definir os participantes do mundial. A FIFA convidou as nações afiliadas a participarem do torneio. Devido à dificuldade de traslado - lembrando que na época as viagens eram feitas de transatlântico e eram muito caras - vieram de outros continentes apenas os europeus Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia, que se juntaram à Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Estados Unidos, México, Paraguai, Peru e o anfitrião Uruguai.
As 13 seleções foram dispostas em 4 grupos, sendo um grupo com 4 times e outros três grupos com 3 seleções, no qual a melhor seleção avançaria às semifinais. A Argentina ficou no grupo 1 ao lado de França, Chile e México. A campanha Argentina, comandada pelo técnico Francisco Olazar, começou com uma vitória contra a França por 1x0, gol de Luis Monti, no estádio Parque Central. O autor do 1º gol argentino em Copas era ítalo-argentino e seria campeão pela Itália em 1934, é o único jogador a ter disputado finais de Copa do Mundo por seleções diferentes. A 2ª partida da Albiceleste foi contra o México, uma vitória por 6x3, onde começou a brilhar o artilheiro daquele mundial, Guillermo Stábile, que marcou um hat-trick contra os mexicanos. O placar contra a seleção mexicana foi completado por Adolfo Zumelzú, que marcou 2 gols, e Francisco Varallo. Para fechar a fase de grupos com 100% de aproveitamento, a Argentina venceu o Chile por 3x1, com 2 gols do artilheiro Stábile e 1 gol de Mario Evaristo. As partidas contra o México e o Chile foram disputadas no estádio Centenário.
          Um dos gols de Guillermo Stabile contra os Estados unidos nas semifinais

Nas semifinais, disputadas no Centenário, a seleção Argentina atropelou os Estados Unidos, com uma goleada por 6x1. Luis Monti, Alejandro Scopelli, Guillermo Stábile (2x) e Carlos Peucelle (2x) fizeram os gols argentinos.

    A final da Copa do Mundo de 1930 colocou frente-a-frente toda a rivalidade de Argentina e Uruguai

A final foi disputada no dia 30 de junho de 1930, no estádio Centenário, contra o Uruguai, dono da casa. Assim como a Argentina contra os Estados Unidos, o Uruguai, nas semifinais, também havia goleado por 6x1, o adversário havia sido a Iugoslávia. As 2 seleções eram os principais rivais sul-americanos da época. Rivalidade fomentada pelas 7 finais de Copa América decididas pelas duas seleções na década de 1910 e 1920, além da final Olímpica em 1928, nos jogos de Amsterdã. Além da medalha de ouro olímpica, a Celeste ganhou 6 das 7 finais de Copa América. A Argentina tinha na final do mundial a chance de revanche contra a seleção Charrua. A partida final teve o Uruguai saindo na frente, logo aos 12 minutos, mas a Argentina, melhor ataque da competição, virou o placar ainda no 1º tempo, com gols de Carlos Peucelle e Guillermo Stábile. Empurrados por mais de 68 mil pessoas, que lotaram o Centenário, os uruguaios marcaram 3 gols no 2º tempo e reviraram o placar para 4x2. Uma grande final, que, infelizmente para os argentinos, terminou com mais uma derrota para a Celeste. Abaixo mais informações sobre a campanha Argentina.

Destaques:

       Guillermo Stábile, artilheiro do mundial de 1930 e até hoje o maior goleador em uma edição de Copa do Mundo com a Albiceleste.

A Argentina teve o melhor ataque da competição, marcou 18 gols. Guillermo Stábile foi o artilheiro do torneio com 8 marcados, sendo até hoje o maior artilheiro argentino em uma edição de Copa do Mundo.

Elenco

Goleiros:

Ángel Bossio (Talleres - Remedios de Escalada) – 3 Jogos (França, México, Chile)
Juan Botasso (Argentino de Quilmes) – 2 Jogos (EUA e Uruguai)

Defensores

Alberto Chividini (Central Norte) – 1 Jogo (México)
Edmundo Piaggio (Lanús) - Não participou de nenhum jogo.
Fernando Paternoster (Racing) – 4 Jogos (México, Chile, EUA e Uruguai)
José Della Torre (Racing) – 5 Jogos (França, México, Chile, EUA e Uruguai)
Ramón Muttis (Boca Juniors) – 1 Jogo (França)

Meio-campistas

Adolfo Zumelzú (Estudiantil Porteño) - 1 Jogo (México)
Juan Evaristo (Sportivo Barracas) - 4 Jogos (França, Chile, EUA e Uruguai)
Luis Monti (San Lorenzo) – 4 Jogos (França, Chile, EUA e Uruguai)
Pedro Arico Suárez (Boca Junior) - 2 Jogos (França e Uruguai)
Rodolfo Orlandini (Estudiantil Porteño) - 3 Jogos (México, Chile, EUA)

Atacantes

Alejandro Scopelli (Estudiantes) – 1 Jogo (EUA)
Attilio Demaría (Estudiantil Porteño) – 1 Jogo (México)
Carlos Peucelle (Sportivo Buenos Aires) – 4 Jogos (México, Chile, EUA e Uruguai)
Carlos Spadaro (Lanús) – 1 Jogo (México)
Francisco Varallo (Gimnasia y Esgrima La Plata) - 4 Jogos (França, México, Chile e Uruguai)
Guillermo Stábile (Huracán) – 4 Jogos (México, Chile, EUA e Uruguai)
Manuel Ferreira (Estudiantes) - 4 Jogos (França, Chile, EUA e Uruguai)
Mario Evaristo (Boca Juniors) - 4 Jogos (França, Chile, EUA e Uruguai)
Natalio Perinetti (Racing) – 1 Jogo (França)
Roberto Cerro (Boca Juniors) - 1 Jogo (França)




SOBRE O AUTOR:
AILTON SANTOS - Fã de esportes em geral. Acompanha e gosta de dar pitacos sobre o futebol brasileiro, sul-americano, europeu e japonês. Olha o futebol muito além do esporte. Na Argentina, fã do Argentinos Juniors.
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